Canaã dos Carajás a Cidade do Futuro




Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 14h30
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Casa da Cultura em Canaã dos Carajás



Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 14h24
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Escola Itakyra em Canaã



Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 14h22
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Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 14h15
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Vista de Canaã dos Carajás



Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 14h13
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Aqui estou eu numa pescaria no rio Parauapebas em Canaã dos Carajás.                                      

Neste momento só tomando umas.

Rio Parauapebas em Canaã dos Carajás



Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 17h42
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Cobre de Canaã

Canaã dos carajás, uma vista a noite!



Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 18h10
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Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 18h01
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Vista aérea da avenida principal de Canaã dos Carajás-Pa



Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 17h58
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Salobo aprende com Sossego
Mineradora aproveita a experiência acumulada e agora se concentra em aumentar a produtividade e reduzir custos
“Somos a maior mina em movimentação de rocha do País. Passamos por um período de aprendizado grande, já consolidado, para operar uma mina de rocha em larga escala. Essa ambientação já ocorreu e hoje buscamos ganhos de produtividade e redução de custos. Utilizamos muito desse conhecimento adquirido em Sossego e de outras minas similares no mundo para desenvolver Salobo”, avalia Marcio Godoy, diretor do Departamento de Não-ferrosos da Vale.

Salobo já possui a licença de instalação e deverá entrar em operação no primeiro semestre de 2010, atingindo carga plena ao longo daquele ano. Essa primeira etapa do projeto, orçada em cerca de US$ 900 milhões, permitirá a produção de 100 mil t de concentrado de cobre. Para a segunda etapa, estima-se investimento de outros US$ 550 milhões para dobrar a produção.

Otimização
Enquanto Sossego possui 290 milhões t de reserva com teor médio de 1% de cobre, Salobo possui teor um pouco menor, em torno de 0,9%, porém sua reserva é de quase 1 bilhão t. “É uma fonte segura de suprimento de cobre e no mercado atual isso possui uma grande importância”, comenta Godoy.

Salobo possui características diferentes de Sossego, como uma camada de solo maior, por exemplo. “Estamos avaliando o uso de escavadeiras hidráulicas de grande porte, como em Carajás”, comenta Godoy. Na usina, o circuito terá alguns pontos com pilhas intermediárias, que proporcionarão maior flexibilidade à operação, ao contrário de Sossego, que possui apenas uma. “Se o SAG em Sossego está em manutenção, a usina pára. Em Salobo será possível fazer a manutenção com parte do circuito rodando”, explica.

O projeto de Salobo passa por estudos de otimização. Um dos pontos analisados é a eficiência energética, reduzindo seu consumo na cominuição, que também não deve utilizar bolas. “É um insumo caro que será utilizado apenas nos moinhos de bola”, comenta, ressaltando que em Salobo “o circuito de linha simples terá baixo custo e alta eficiência”.

A implantação de Salobo está em pleno andamento. Em dezembro foi concluída a ponte sobre o rio Itacaiúnas. A área que abrigará oficina e escritórios já está limpa e o mesmo serviço está sendo iniciado no local onde ficará a barragem. Os alojamentos para as equipes durante o período de obras também estão sendo construídos. Mas os grandes pacotes de fornecimento, como engenharia, até meados de dezembro não tinham sido fechados.

Os principais equipamentos já foram adquiridos, como um britador primário giratório da Metso Minerals, que também fornecerá dois britadores secundários. As tão faladas prensas de rolos também já foram compradas: serão duas, da Polisyus, que vendeu também dois moinhos com motorização gearless. Com uma prensa para cada moinho, a flexibilidade é maior na hora da manutenção.

A opção pela prensa de rolos e não o moinho SAG tem explicação. “Salobo tem muito mais magnetita no minério que Sossego e notamos que na recirculação do moinho SAG de Sossego saem as bolas desgastadas junto. Como utilizamos meio magnético para retirar as bolas, a magnetita de Salobo criaria problemas e geraria muitas paradas”, diz Godoy. “Além disso, o SAG seria ainda maior que o de Sossego”, complementa. A utilização da prensa de rolos para cobre não é novidade. Cerro Verde, no Peru, utiliza, assim como muitas minas de diamante.

A flotação será em circuito simples, similar a Sossego, porém com células em torno de 180 ou 200 m³, maiores portanto que as atuais de 160m³. A parte final do processo também será bem parecida com Sossego. Salobo produzirá concentrado com teor de 36% a 38% de cobre.

Outros projetos em estágios variados
A Vale desenvolve ainda outros projetos na região, como 118, que tem a licença prévia desde o final de 2006 mas ainda aguarda ainda a licença de instalação, atrapalhada pela greve de 4 meses do Ibama. Em 118, de minério oxidado, está prevista a lixiviação em pilhas e a extração por solventes, com recuperação do cobre por eletrólise. Parte da usina de 118 será similar a Usina Hidrometalúrgica já instalada. “118 teria saído antes de Salobo se a licença de instalação tivesse sido concedida”, comenta Godoy.

Cristalino encontra-se em fase de desenvolvimento e os estudos estão em fase final para determinação da escala de produção e só então serem iniciados os procedimentos de licenciamento ambiental. Cristalino possui pontos a seu favor, como uma reserva grande e infra-estrutura favorável, com ferrovia e rodovia próximas.

Outro projeto é Alemão, que visa a extração de cobre onde existia a operação de ouro de Igarapé Bahia. A mineradora estuda se a nova operação demandará uma mina a céu aberto ou subterrânea.

Os custos de produção dos projetos Godoy prefere não informar. “Estamos na média dos produtores. Temos nos esmerado para ter um perfil de custo baixo e alta eficiência operacional”, afirma.


Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 17h51
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Usina hidrometalúrgica permitirá a produção de cobre cátodo a partir de concentrado sulfetado
Planta em escala semi-industrial construída no Complexo de Sossego, em Canaã dos Carajás (PA), produzirá 10 mil t anuais
A Vale deu partida no início do ano à Usina Hidrometalúrgica de Carajás (UHC), localizada em Canaã dos Carajás (PA), que utiliza o concentrado de cobre sulfetado de Sossego para produzir placas metálicas de cobre com mais 99% de pureza a partir de uma nova rota hidrometalúrgica, que emprega ácido e oxigênio sob pressão. “Esta inovação é um marco na verticalização da produção de cobre no Pará”, explica Luis Renato Gonçalves, coordenador executivo do projeto da UHC.

A UHC é uma usina semi-industrial com capacidade para produzir 10 mil t/ano de placas de cobre e irá operar por um período de 21 meses, tempo necessário para a comprovação da viabilidade da tecnologia. Antes de partir para a instalação de uma usina semi-industrial, a tecnologia foi testada em escalas de bancada, piloto e também em uma planta de demonstração com capacidade para 500 t anuais (instalada em Vancouver, no Canadá). “Ainda assim a Vale sentiu a necessidade de construir a usina em escala semi-industrial, para minimizar os riscos tecnológicos, porque não existe outra usina com esse tipo de rota hidrometalúrgica no mundo. O sucesso da UHC permitirá a viabilização de alguns dos projetos de cobre da Vale no Estado do Pará e também em outras partes do mundo”, comenta Gonçalves.

A usina é fruto de uma parceria da Vale com a Cominco Engineering Services Ltd (CESL), que pertence à canadense Teck Cominco, especializada em processos hidrometalúrgicos para tratamento de concentrados de níquel, cobre e zinco associado a ouro. “O Centro de Pesquisas da Vale em Santa Luzia (MG) monitora o que as empresas estão desenvolvendo no mundo em termos de tecnologia, buscando oportunidades para a mineradora, e encontrou essa nova rota”, diz Gonçalves, engenheiro de minas oriundo desse centro de pesquisas.

Segundo ele, existe um esforço mundial para desenvolver novas tecnologias para viabilizar processos de tratamento de cobre sulfetado, cujas reservas são maiores do que as de oxidado. “Esses esforços passam pelo desenvolvimento de rotas como a lixiviação sulfúrica sob pressão, lixiviação clorídrica e biolixiviação”, comenta. Alguns depósitos conhecidos no mundo ainda não são explorados porque dependem justamente de avanços tecnológicos.

Sossego produziu em 2007 cerca de 432 mil t de concentrado de cobre. Desse montante, a UHC terá a capacidade de processar 35 mil t, produzindo as 10 mil t de cobre cátodo (placas metálicas) por ano, destinadas à indústria nacional, que utiliza o metal na fabricação de vergalhões, tubos, fios e outros produtos finais.

Os equipamentos utilizados na planta são os tradicionais para uma usina de rota hidrometalúrgica: autoclave (1), filtro esteira (2), misturador/sedimentador (11), filtro prensa (3), conjunto para eletrólise, espessadores (12) e evaporador (1), entre outros. A autoclave é o componente crítico. Nela, a uma temperatura de 150º C e pressão de 1.380 kPa (14 kg/cm²), o concentrado de cobre se mistura ao oxigênio e ácido sulfúrico. Quando o produto deixa a autoclave, é uma polpa oxidada.

Devido ao ineditismo do projeto, Gonçalves explica que uma dificuldade enfrentada foi justamente adquirir os equipamentos, porque os fornecedores desconheciam a aplicação em questão. A aquisição de um misturador/sedimentador, por exemplo, que é basicamente um tanque fabricado em fibra, exigiu uma série de reuniões técnicas para que as empresas entendessem as especificações. “Tentamos maximizar as compras no Brasil, não só visando redução mas também o desenvolvimento dos fornecedores”, conta.

Na fase de pico da construção, iniciada em dezembro de 2005, cerca de 850 pessoas trabalharam na obra, entre diretos e indiretos, sendo que aproximadamente 70% das contratações foram de profissionais da região. Já na operação da usina serão necessários cerca de 140 funcionários, distribuídos pelas diversas áreas.

O incentivo ao aproveitamento de mão-de-obra local inclui a realização de cursos, palestras e treinamentos. Os técnicos da Vale receberam treinamento no Canadá e no Chile, onde participaram de visitas e estágios em empresas que adotam tecnologia similar. Além do programa no exterior, os empregados estão recebendo treinamento de disciplinas básicas e específicas relacionadas às tecnologias aplicadas na UHC.


Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 17h43
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 [ MATÉRIA DO SITE ]
Revista Minérios & Minerales, Edição 302, terça-feira - 11-03-2008 - 16:56:10
Serra Norte e Serra Sul Natureza generosa em dobro
por: Lilian Moreira
Em três anos, Vale do Rio Doce duplicará a produção do seu complexo em Carajás, com a entrada em operação do aguardado projeto Serra Sul
Ter um projeto de ferro como Carajás nas mãos, uma verdadeira dádiva da natureza, já é um excelente negócio para qualquer mineradora. Pois a Companhia Vale do Rio Doce (Vale) tem o privilégio de contar em seu portfólio com o equivalente a duas Carajás atuais: Serra Norte, operando desde 1984, e Serra Sul, que entrará em produção em 2011 e no ano seguinte estará a plena carga, produzindo algo entre 100 e 120 milhões t/ano de minério de ferro. O custo do projeto é elevado – US$ 10,5 bilhões – o que o torna o maior empreendimento da Vale e talvez até do mundo nesse segmento.

Além do gigantesco projeto, a mineradora desenvolve em paralelo a capacitação de Serra Norte para elevar a produção de 100 para 130 milhões t/ano e inicia Serra Leste, de pequeno porte para os padrões da Vale, projetada para apenas 2 milhões t/ano. “A Vale possui grande experiência em minério de ferro, domina muito bem o assunto. Não me tira o sono iniciar Serra Sul com o patamar de produção de 100 milhões t/ano, embora o recorde mundial seja Brucutu, com 30 milhões t/ano. Mas temos que trabalhar firme, porque os prazos são muito apertados”, diz José Carlos Soares, diretor do Departamento de Ferrosos Norte.

Serra Sul
O minério de Serra Sul é muito homogêneo, com teor médio geral acima de 66,1% de ferro contido. Esses teores são até levemente superiores aos de Serra Norte, contudo, a quantidade de contaminantes é mais baixo, especialmente o manganês. “Ele é mais fino e o percentual de pellet feed será maior que o de Serra Norte”, explica Soares. Uma curiosidade sobre o projeto: o corpo de minério de ferro S11 é contínuo, com aproximadamente 27 km, segundo a mineradora, o mais longo do mundo. Além disso, a relação estéril/minério de Serra Sul ainda é sensivelmente menor que Serra Norte, o que beneficia o fluxo de caixa do projeto.

O projeto de engenharia e o EIA/Rima já estão sendo elaborados e o pedido de licenciamento ambiental ocorrerá esse ano. De acordo com o diretor, alguns equipamentos já estão sendo dimensionados e devem ser adquiridos ainda em 2008. Já os serviços de engenharia serão contratados entre o final de 2009 e 2010. “Será a maior mina, com o que existe de mais moderno no mundo e muita automação. Já estamos fazendo visitas na Austrália e China, vendo o que possuem de tecnologia”, conta.

Segundo Soares, a mineradora estuda a possibilidade de utilizar caminhões Liebherr de 400 t, que serão testados antes. “O caminhão está pronto nos Estados Unidos e no início do ano deverá chegar aqui”, conta. Considerando os fora-de-estrada com capacidade em torno de 200 t utilizados atualmente em Carajás, serão necessários cerca de 100 caminhões para Serra Sul. Mas dependendo do resultado do teste com o novo caminhão, a frota poderá ser redimensionada.

“Três itens podem prejudicar o cronograma: o excesso de demanda sobre os fornecedores de equipamentos e serviços, falta de mão-de-obra para os trabalhos de implantação e, depois, para operação”, comenta Soares. Para evitar os dois últimos problemas, a mineradora está investindo pesado em formação de mão-de-obra na região. Além disso, a mineradora tem estimulado seus fornecedores a se instalarem na região. “Mostramos para vários investidores o crescimento da região, de 18% ao ano, medido pela Diagonal Urbana”, comenta. Além de Serra Sul, existem outros grandes projetos na área (Salobo, Vermelho, 118 e outros), que beneficiarão cidades como Parauapebas, Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte, e muitas empresas já perceberam o potencial local. A W.Torre por exemplo lançou um projeto imobiliário que inicialmente levantará 2 mil casas em Parauapebas. Para atrair os fabricantes, foram criados os Distritos Industriais de Marabá e Parauapebas, este bem perto de Canaã dos Carajás. “A Vale vai priorizar as empresas que estejam instaladas aqui”, ressalta o diretor. No momento cerca de 30 empresas já estão instaladas ou se preparando para isso.

Carajás 130 e Serra Leste
Antes de Serra Sul entrarão em operação no complexo outros projetos: Carajás 130 e Serra Leste. Para aumentar a capacidade de produção de Será Norte para 130 milhões t/ano, o processo de licenciamento ambiental já foi iniciado e a mineradora aguarda apenas a licença de instalação. Será construída uma usina a úmido, paralela à existente, que adotará os mesmos conceitos de processo previstos para Serra Sul. A expectativa é produzir 103 milhões t em 2008, 117 milhões t em 2009 e 130 milhões t em 2010. “Temos também alguns estudos para eliminar gargalos, para chegarmos a uma produção acima de 130 milhões t anuais. Não vamos parar em 130”, adianta Soares. A mineradora está colocando pedidos no mercado para adquirir equipamentos de mina e empilhadora/recuperadora, entre outros, mas até o início de dezembro as compras concretizadas de fato eram poucas.

Com reserva de 300 milhões t, reduzida a 90 milhões t distribuída em três corpos, por ser uma área de influência de cavernas, Serra Leste entrará em operação produzindo cerca de 2 milhões t/ano. O volume de produção poderá ser aumentado futuramente até 6 milhões t/ano.

Soares explica que Serra Leste produzirá finos para exportação e também granulados que abastecerão guseiros de Marabá e região. “Estamos em fase de licenciamento e queremos começar a lavrar entre o fim de 2009 e início de 2010”, afirma.


Escrito por Elieze Gonçalves da Silva às 17h37
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Reportagem da REVISTA ISTOÉ DINHEIRO sobre Canaã dos Carajás

A era de ouro da mineração
Como a extração de cobre e ferro mudou a realidade do Pará e criou a cidade mais dinâmica do País

LANA PINHEIRO, DE CANAÃ DOS CARAJÁS (PA)

FOTOS: MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
GIGANTISMO: maior mina de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás (PA)
  A Vale no Pará
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Sudeste do Pará. Esta terra quente instalada nos rincões do Brasil, mundialmente conhecida pelo lendário garimpo de Serra Pelada e pelos violentos conflitos fundiários que por lá aconteceram, vive o início de uma revolução provocada pela mineração. Casas de madeiras são paulatinamente substituídas por construções de alvenaria, o asfalto toma conta das velhas estradas de chão batido e sua população, que já foi de maioria analfabeta, esforça-se para diminuir ainda mais o índice hoje na casa dos 20%. Reflexos de um crescimento econômico de quase 100% em apenas quatro anos nos sete municípios de área de influência da Vale, que tiveram sua participação no PIB estadual elevada de 12% para 32%, quase o mesmo peso da capital Belém (40%), graças ao novo ciclo econômico capitaneado pela Vale.

Agora, a segunda maior mineradora do mundo prepara-se para completar sua atividade local com 11 novos projetos, que, somados às minas de ferro e à de cobre já em operação, consumirão investimentos de R$ 25,6 bilhões, criarão mais de 400 mil empregos e farão este pedaço do País crescer 18,26% até 2010. Para não se perder na rota deste crescimento explosivo, os municípios preparam políticas públicas apoiados pela mineradora. Canaã dos Carajás se destaca e promete ser um projeto-modelo para o Estado por ter conseguido unir empresários, poder público e comunidade na criação de um planejamento estratégico que traz as diretrizes dessa evolução para os próximos anos de maneira minuciosamente sistematizada.

MÁRCIO GODOY, DIRETOR DA VALE: a companhia investirá R$ 2,5 bilhões em 11 novos projetos na região

Quando chegou a Canaã dos Carajás há cinco anos, Clécia Medrado encontrou uma cidade com poucas opções de trabalho. Com dois filhos pequenos e recém-separada, buscava alguma ocupação no comércio e, como não encontrou, meteu-se na cozinha. Hoje, aos 28 anos, é dona de três restaurantes e fatura R$ 350 mil por mês. “Parece muito, mas preciso investir grande parte em melhorias. Só assim é possível fornecer para a Vale”, disse ela. Clécia é uma beneficiada indireta da mineração. Desde o início das operações da Mina do Sossego, de onde a Vale extrai 120 mil toneladas de cobre por mês, Canaã tornou-se o município brasileiro que mais cresce, com a surpreendente taxa de 1.338% de 2002 a 2005. A base é, de fato, pequena. Em 2002, o PIB do município não passava dos R$ 43 milhões. “Para vir para cá era preciso ser guerreiro”, diz Valdivino Rodrigues do Prado, pioneiro e atual secretário de Desenvolvimento Econômico. Não havia banco, fórum ou biblioteca. A base da economia era a agropecuária. A violência, alta. Mais de 52% de sua população ainda é composta por homens e 52,3% estão na faixa etária dos 18 aos 39 anos.

FOTOS: MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
CANAÃ DOS CARAJÁS: município com cerca de 23 mil habitantes cresceu 1.338% em apenas quatro anos, ancorado pela extração de cobre da Mina do Sossego

Aos poucos esse retrato está mudando e serve de reflexo para a revolução em curso no sudeste paraense. Uma escola particular, um hospital com inéditas Unidades de Terapia Intensiva e a Casa de Cultura com teatro e biblioteca construídos pela mineradora ajudaram a completar e a desafogar a infra-estrutura pública. Cerca de 68% da cidade passou a ser abastecida com rede de água, 70% com rede de esgoto. Nos municípios vizinhos de Marabá e Eldorado do Carajás esse índice ainda é de 0%. Hoje, 36% dos moradores têm carteira assinada e 90% declaram a cidade como moradia permanente, contra 69% de 2003. A questão fundiária, no entanto, ainda é um problema. Nenhum morador possui escritura de terra. “Em 90 dias essa questão estará regularizada”, promete o prefeito da cidade, Joseilton Nascimento, conhecido como Ribita. Sem o documento, pleitear empréstimos para o comércio local é impossível. Só cresce quem tem dinheiro em caixa. Exemplo de Rafael Peres, que por volta de 2002 saiu de Minas Gerais para construir um supermercado com o irmão em Canaã. Com o crescimento da cidade, está ampliando a loja de 300 m2 para 1.150 m2. O capital é próprio. “A Vale vai investir muito nesta região. Queremos estar preparados para atendê-la e aos seus fornecedores”, admite ele.

O supermercado de Rafael fica próximo ao centro industrial idealizado pela prefeitura. Um espaço de 50 mil m2 que abrigará 34 empresas de médio e pequeno porte e outras nove de grande porte que ganharão infra-estrutura pronta. “Não temos como abrir mão de receitas, por isso não há meio de conceder benefícios fiscais”, explica Ribita. Cerca de R$ 3,5 milhões serão investidos no novo pólo, que já tem expansão planejada para julho. Manobras para promover o crescimento econômico como estas antes eram impossíveis. A receita da prefeitura em 1997 era de apenas R$ 80 mil. No ano passado chegou a R$ 3,5 milhões. Segundo cálculos da própria Vale, a companhia deve gerar uma arrecadação de R$ 3,3 bilhões para os municípios de Canaã dos Carajás, Parauapebas, Marabá, Curionópolis e Eldorado do Carajás nos próximos três anos e aumentar a massa salarial da região de R$ 45,5 milhões para R$ 455,5 milhões em 2010.

DESENVOLVIMENTO: Clécia Medrado e Rafael Peres investiram no comércio, que cresce 50% ao ano. O prefeito “Ribita” (à direita) quer estimular a diversidade econômica para fugir da sombra da Vale

Com um impacto econômico tão forte, a Vale encabeçou um projeto para não deixar os municípios influenciados pela mineração completamente à sua sombra. Projetos de capacitação profissional fomentam artesanato, agricultura e pecuária. “Queremos deixar o município preparado para a era pós-Vale”, diz Márcio Godoy, diretor de Operações de Cobre, admitindo, porém, que essa era dificilmente acontecerá antes dos próximos 200 anos.



Escrito por Elieze Gonçalves às 13h04
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Minha Cidade

 Canaã dos Carajás, uma cidade maravilhosa em todos os sentidos, cidade pequena mas com a maior renda per capita do pará é o municipio que mais cresceu nos últimos cinco anos, cresceu mais de 1.338%, graças as atividade mineradora no muncipio, pois canaã além de ser um municipio com grande potencial em agropecuário, conta com grandes jazidas de minérios. Canaã tem outra vantagem é uma cidade aconchegante e com baixo índice de criminalidade, aqui ainda se pode deixar o carro dormir na porta de casa, também não existem trombadinhas. Desemprego é uma palavra praticamente desconhecida nesta cidade, pelo contrário temos empregos sobrando em praticamente em todas as áreas. E amo esta cidade e ainda não achei cidade melhor!!!

Escrito por Elieze Gonçalves às 13h13
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